07/11/15


Era uma vez...
Uma borboleta,
cor de violeta.
Voa, sobre os meus pensamentos,
na biblioteca,
uma reflexão de acontecimentos.
Uma sequência persistente,
um seguimento, existente,
outro seguimento, a estranha continuação
de pensar como os que voam com o coração.
Elas voam, perseguem os sonhos da noite, da vida.
Quero voar, quero sentir a liberdade sentida,
dos pássaros, do vento, fugir.
Sabias que eu escondo-me no meio das árvores, a rir?
Que saudades tenho eu de saltar,
de atravessar a ribeira, mergulhar,
sentir os pés a navegar.
No meio da solidão
o meu corpo, o coração
sente a profunda estranheza do corpo,
da viagem sem retorno, sonho…
Um acaso de vida, uma concepção,
um pensamento, como hei-de encarar o pensamento?
É extremamente difícil pensar no que os outros pensam…
A vida é mesmo assim,
encontrar uma entrada e uma saída.
O céu, o sol, a borboleta do dia, que não chega ao outro dia,
dificuldades percorridas entre as incertezas
da saudade.
O início começou,
agora é esperar um novo início, o conhecimento
e assim sucessivamente.
Sabes que eu gosto de pensar? Em borboletas?
gosto de pensar sobre a sua vida,
pequenina.
Se elas falassem…
o que é a vida para esta borboleta,
que voa à minha volta?
Quer-me conhecer.
Digo: - Olá!
Simplesmente,
uma borboleta, violeta…

 Professor Tiago Simões - "Muros da vida - Acordar os sonhos" - 2012
 

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