14/01/21

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A execução dos Távoras

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A 13 de janeiro de 1759, teve lugar num descampado perto da torre de Belém, a execução pública de vários elementos da alta nobreza portuguesa, nomeadamente o duque de Aveiro e o marquês de Távora, entre outros elementos desta família.

Foram sujeitos a tortura, suplício e humilhação pública antes de serem decapitados e os seus corpos reduzidos a cinzas. O rei D. José e a corte assistiram às execuções, que causaram viva impressão na época. Foi o desfecho de um processo atribulado que envolveu a poderosa família dos Távoras, alegadamente envolvida numa conspiração e tentativa de assassinato do monarca.

Uma vez que estava em causa o crime de lesa-majestade e que as acusações foram dadas como provadas, a sentença foi particularmente severa e cruel. Todos os bens foram confiscados, o palácio do Conde de Aveiro foi demolido e nome e brasão dos Távoras foram apagados e riscados em todo o reino.

 

  • Houve verdadeiramente uma conspiração contra o rei?

O Processo dos Távoras é, talvez, o caso judicial mais famoso da História de Portugal e continua a suscitar polémica e debate entre os historiadores. Sabe-se que o rei sofreu efetivamente um atentado do qual saiu ferido, numa noite em que regressava aos seus aposentos numa carruagem, depois de um encontro amoroso.

A questão é saber se se tratou de um simples assalto ou se houve intenção de o matar, uma vez que viajava incógnito. Os autores foram presos e confessaram sob tortura estar a mando da família Távora.

Não houve contraditório e foram imediatamente executados, no decorrer das investigações secretas levadas a cabo pelo marquês de Pombal. Os alegados mandantes da conspiração foram presos e considerados culpados, apesar de alegarem inocência.

Subsistem muitas dúvidas sobre o processo e boa parte dos historiadores concorda na tese de que tudo não passou de uma manobra do marquês de Pombal.

 

  • Que efeitos teve?

O Processo dos Távoras impôs a submissão da nobreza aos projetos de centralização do poder do marquês de Pombal e é considerada como um passo essencial na sua trajetória de consolidação do poder absoluto, conjuntamente com a expulsão da Companhia de Jesus.

Na prática, os seus efeitos perduraram enquanto reinou D. José. Assim que morreu, em 1777, todo o ressentimento acumulado contra Pombal emergiu e o ministro caiu em desgraça.

A rainha D. Maria I, que se tinha manifestado contra o processo antes de subir ao trono, reabilitou o nome da família dos Távoras e libertou outros elementos da família que estavam em cativeiro.

O processo nunca foi, contudo, reaberto e reavaliado de forma integral, persistindo assim como um dos temas que continua a suscitar grande interesse e controvérsia entre os historiadores.

Biblioteca Itinerante JI e EBs 1º ciclo

 Já chegaram as trinta e oito caixas leitoras oferecidas pela Direção do Agrupamento, que irão passear pelas salas das escolas e Jardins de Infância. Serão um estímulo para se implementar os "10 Minutos de Leitura" com o apoio de todos os professores e educadores do agrupamento. Vamos lá todos ajudar a formar bons e melhores leitores!

Cada turma terá uma caixa cheiinha de livros do acervo da biblioteca, e, diariamente os alunos desenvolvem competências leitoras. Desenharam um bonito marcador de livros para marcarem as páginas...
Boas Leituras!

08/01/21

Divulgação - Raposa-Vermelha

 Deixo os meus votos de Bom Ano com Saúde e mais Selvagem!

Criei esta ilustração inspirada no provérbio “Raposa de luvas não chega às uvas”.

Certamente, que será mais um ano de “luta”, mas que nos traga Alegrias e Liberdade naquilo que serão os objetivos.

 

Esta espécie (Vulpus vulpus) entrará no meu projecto Ler com os sentidos os Livros e o Mundo!

«Coleção Ilustrada a partir de provérbios reais e imaginários com a fauna e flora de Portugal.

Pela preservação de todos os seres vivos e ecossistemas de Portugal e do Mundo!» 

 

Deixo alguma informação sobre este belo ser vivo. Penso que vão ficar espantados…

Um abraço e Saudades!

Marina Palácio

Raposa-vermelha (Vulpus vulpus)

Classificação “Livro Vermelho”: Pouco Preocupante

» Em Portugal a espécie está presente em todo o território. Será que vive na tua região?

» Sabias que ainda não se conseguiu abolir a caça à raposa em Portugal?

E que ainda se matam raposas à paulada, especialmente com matilhas de cães, que podem chegar até 50 cães?

» Sabias que é uma espécie mais criada em cativeiro em todo o mundo para a produção de peles?

» Descobre livros para saberes mais sobre este lindo animal, e também, faz passeios na natureza.

Tenta ler/observar o seu comportamento e pensa como poderás ajudar a proteger ativamente as raposas e o seu habitat.