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Foram sujeitos a tortura, suplício e humilhação pública antes de serem decapitados e os seus corpos reduzidos a cinzas. O rei D. José e a corte assistiram às execuções, que causaram viva impressão na época. Foi o desfecho de um processo atribulado que envolveu a poderosa família dos Távoras, alegadamente envolvida numa conspiração e tentativa de assassinato do monarca.
Uma vez que estava em causa o crime de lesa-majestade e que as acusações foram dadas como provadas, a sentença foi particularmente severa e cruel. Todos os bens foram confiscados, o palácio do Conde de Aveiro foi demolido e nome e brasão dos Távoras foram apagados e riscados em todo o reino.
O Processo dos Távoras é, talvez, o caso judicial mais famoso da História de Portugal e continua a suscitar polémica e debate entre os historiadores. Sabe-se que o rei sofreu efetivamente um atentado do qual saiu ferido, numa noite em que regressava aos seus aposentos numa carruagem, depois de um encontro amoroso.
A questão é saber se se tratou de um simples assalto ou se houve intenção de o matar, uma vez que viajava incógnito. Os autores foram presos e confessaram sob tortura estar a mando da família Távora.
Não houve contraditório e foram imediatamente executados, no decorrer das investigações secretas levadas a cabo pelo marquês de Pombal. Os alegados mandantes da conspiração foram presos e considerados culpados, apesar de alegarem inocência.
Subsistem muitas dúvidas sobre o processo e boa parte dos historiadores concorda na tese de que tudo não passou de uma manobra do marquês de Pombal.
O Processo dos Távoras impôs a submissão da nobreza aos projetos de centralização do poder do marquês de Pombal e é considerada como um passo essencial na sua trajetória de consolidação do poder absoluto, conjuntamente com a expulsão da Companhia de Jesus.
Na prática, os seus efeitos perduraram enquanto reinou D. José. Assim que morreu, em 1777, todo o ressentimento acumulado contra Pombal emergiu e o ministro caiu em desgraça.
A rainha D. Maria I, que se tinha manifestado contra o processo antes de subir ao trono, reabilitou o nome da família dos Távoras e libertou outros elementos da família que estavam em cativeiro.
O processo nunca foi, contudo, reaberto e reavaliado de forma integral, persistindo assim como um dos temas que continua a suscitar grande interesse e controvérsia entre os historiadores.
Já chegaram as trinta e oito caixas leitoras oferecidas pela Direção do Agrupamento, que irão passear pelas salas das escolas e Jardins de Infância. Serão um estímulo para se implementar os "10 Minutos de Leitura" com o apoio de todos os professores e educadores do agrupamento. Vamos lá todos ajudar a formar bons e melhores leitores!
Deixo os meus votos de Bom Ano com Saúde e mais Selvagem!
Criei esta ilustração inspirada no provérbio “Raposa de luvas não chega às uvas”.
Certamente, que será mais um ano de “luta”, mas que nos traga Alegrias e Liberdade naquilo que serão os objetivos.
Esta espécie (Vulpus vulpus) entrará no meu projecto Ler com os sentidos os Livros e o Mundo!
«Coleção Ilustrada a partir de provérbios reais e imaginários com a fauna e flora de Portugal.
Pela preservação de todos os seres vivos e ecossistemas de Portugal e do Mundo!»
Deixo alguma informação sobre este belo ser vivo. Penso que vão ficar espantados…
Um abraço e Saudades!
Marina Palácio
Raposa-vermelha (Vulpus vulpus)
Classificação “Livro Vermelho”: Pouco Preocupante
» Em Portugal a espécie está presente em todo o território. Será que vive na tua região?
» Sabias que ainda não se conseguiu abolir a caça à raposa em Portugal?
E que ainda se matam raposas à paulada, especialmente com matilhas de cães, que podem chegar até 50 cães?
» Sabias que é uma espécie mais criada em cativeiro em todo o mundo para a produção de peles?
» Descobre livros para saberes mais sobre este lindo animal, e também, faz passeios na natureza.
Tenta ler/observar o seu comportamento e pensa como poderás ajudar a proteger ativamente as raposas e o seu habitat.